UA-76257831-1

Crescimento Pessoal

Crescimento Pessoal: Aprender, desaprender, reaprender

“O conhecimento torna impetuoso o jovem;a sabedoria armazena  suavidade para a  velhice.” I Ching

 

O conhecimento, ou o processo de Cognição , é tão importante quanto as emoções e a capacidade motora e de linguagem, para o desenvolvimento humano. Aliás, há teóricos que propõem que a linguagem, portanto a consciência, a inteligência e o conhecimento, foram engendrados simultaneamente pela evolução da motricidade diferencial humana, ou seja, pelo bipedalismo, o colocar-se ereto sobre dois pés, duas pernas. Pressionados por mudanças climáticas extremas, os hominídeos do período de transição, acostumados até então a viver e mover-se no alto das árvores, se viram forçados a enfrentar longas savanas em busca de sobrevivência.

Há teorias que advogam que ao colocar-se de pé, o homem erectus provocou toda uma mudança fisiológica nos órgãos vinculados à linguagem, à memória e ao raciocínio, tão fortes que os afastou rápida e exponencialmente dos demais hominídeos. É claro que há que se somar também, mudanças nos hábitos alimentares, desafios maiores de sobrevivência e interação maior entre grupos rivais e desconhecidos. Uma aprendizagem de milhões de anos.

O certo é que aprendizagem é um processo, não sendo adequado postular verdades absolutas, mas sim permitir a mente sempre aberta para novas possibilidades e outras direções.  O homem cognitivo seria o resultado de interações no meio social e da fisiologia, e seu desenvolvimento, em sua totalidade, é permeado de conflitos internos e externos, de rupturas e reconstruções, retrocessos e reviravoltas, num processo dialético que perdura toda uma vida. Saimos de um estágio de imersão involuntária e inconsciente em um meio, para a projeção externa não mais somente de nossos instintos e de nossas emoções primitivas, mas também de nossas reflexões, nossas construções abstratas, de nossos conceitos concretos, em busca da afirmação de nosso eu, de nosso espaço consciente e de nossas descobertas.

Aprender, portanto, é usar a percepção e todos os sentidos para a construção do real e compreensão do intuitivo, em suas formas, constituição, causa, natureza, porquês, como, quando, onde, efeitos, finalidades, propósitos, enfim, conhecer o objeto/coisa para então questionar, inferir, deduzir, estabelecer relações de causa-efeito, de fenômenos aparentes e ocultos e elaborar conclusões, estabelecer leis, normas, padrões, axiomas como forma de transmitir, utilizar e perpetuar o conhecimento adquirido.

Desaprender implica quebrar velhas normas, crenças, leis, conclusões, paradigmas, visando esvaziar a mente de pré-conceitos, para permitir novos aprendizados.

Já o reaprender é a capacidade de renovar o conhecimento, utilizando a experiência própria ou de outros, acumulada ao longo da história, agora alimentado, este conhecimento, por novas descobertas, novos paradigmas e portanto, prenhe de resultados fecundos, se o terreno ( a mente, a alma ou o espirito ) estiver limpo e preparado para a nova cultura.

É bom saber que o aprendido jamais desaparece, mas está incorporado aos novos conhecimentos, e será sempre colocado à prova pela realidade, por novas experiência e pelos resultados.

 

Por Roberto T. Lima Coach )